Atividade de capital de risco atinge os 3,5 mil milhões de euros no final de 2014


A publicação do relatório anual da CMVM sobre o Capital de Risco, referente a 2014, ocorreu na semana passada e evidencia um aumento superior a 10% no montante global de investimento dos operadores de capital de risco que fecharam o ano passado nos 3,5 mil milhões de euros. Em termos exactos, o aumento situou-se nos 10,3%, cerca de 325 milhões de euros a mais, o que corresponde ao mesmo aumento percentual verificado em 2013. De acordo com a publicação do regulador, o valor representa “cerca de 2% do PIB a preços constantes”. 

Os fundos de capital de risco (FCR) continuam a representar a maior fatia do montante global de investimento, ao somarem 3.369,2 milhões de euros, o que representa um crescimento de 18% face a 2013. Já nas sociedades de capital de risco (SCR) houve um decréscimo em 2014, totalizando 228,1 milhões de euros. O número de sociedades gestoras em atividade, no final do ano passado, ascendia a 108, com 73 a serem FCR e as restantes 35 a fazerem parte das SCR.

E na Europa como evoluiu a atividade de capital de risco?

O regulador afirma, ainda, que a “atividade de capital de risco na Europa na vertente de captação de recursos diminuiu cerca de 18% em 2014, para os € 44,6 mil milhões”. No entanto, apesar da queda, tratou-se do segundo valor mais alto dos últimos cinco anos, com os fundos de pensões a serem “responsáveis por mais de um terço dos recursos captados”. Além dos fundos de pensões, destaque também para “os fundos de fundos (12%), as agências governamentais (11%) e as companhias de seguros (10%)”.

Já o “investimento em capital de risco tem vindo a desempenhar um papel determinante para os investidores que pretendem alocar o seu capital em investimentos de longo prazo e com expetativas de rentabilidade elevada”. Os dados publicados mostram que as operações de buyout representam cerca de 80% dos recursos captados na Europa.

De realçar, também, que “em 2014 foram investidos através de operadores de capital de risco € 41,5 mil milhões (+14% do que em 2013) em cerca de 5.500 empresas europeias, na sua maioria de pequena e média dimensão (mais de 80%)”.

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