As três razões da Schroders que suportam a ideia de que os lucros das empresas europeias estão a recuperar


O primeiro trimestre do ano em termos de resultados das empresas não é um cenário muito longíquo e, por isso, ainda está na memória de muitos. É o caso de James Sym, gestor da Schroders, que apresenta razões que justificam a sua crença de que, no resto do ano, irá existir um forte crescimento nos lucros das empresas da região.

Começa por recordar que “desde a crise financeira de 2009, os lucros das empresas da zona euro ficaram muito atrás das homólogas dos EUA, que já superaram os seus níveis máximos anteriores”. Na opinião do gestor estes níveis podem representar uma oportunidade para os investidores da Zona Euro, já que estes têm a oportunidade de “aproveitar uma recuperação forte, proveniente dos baixos níveis anteriores”.

É neste contexto que o gestor apresenta três factores que sustentam esta ideia de que recuperação dos lucros das empresas vai mesmo acontecer. A queda dos preços do petróleo, a desvalorização do euro e os baixos custos do financiamento são, na opinião do especialista, os principais pontos mobilizadores.

Queda dos preços do petróleo

“As nossas estimativas sugerem que a queda dos preços do petróleo representam uma quantia adicional de 1.000 euros para cada agregado familiar na Europa”, adianta James Sym, que entende que este aumento poderá conduzir a um verdadeiro estímulo nos gastos do consumidor.

Em termos hstóricos importa salientar que a fraca procura dos consumidores sempre foi uma questão problemática para a Zona Euro e, por isso, estes sinais, podem representar uma mudança importante de paradigma. “Embora a queda dos preços do petróleo seja com certeza um ponto negativo para os produtores de petróleo e gás da região, importa sublinhar que este sector representa uma pequena parte da bolsa europeia, comparativamente com a norte-americana”, salienta.

Desvalorização do Euro

A moeda única mais fraca é outro dos pontos que para a Schroders pode potenciar lucros mais favoráveis para as empresas do Velho Continente. “Acreditamos que por si só o euro tem o potencial de aumentar os lucros das empresas em cerca de 5% a 8% durante este ano, existindo algumas empresas que claramente irão beneficiar mais do que outras”.

Custos de financiamento mais baixos

Outro dos efeitos que o programa de Quantitative Easing do BCE tem provocado é a queda ainda mais acentuada das yields das obrigações soberanas, “reduzindo desta forma os custos de financiamento tanto para as empresas como para os consumidores”. Neste sentido, o profissional da Schroders sublinha que por exemplo ao nível do sector bancário, se prevê a “expectável recuperação dos lucros”.

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