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As previsões da equipa de research do BIG para o quarto trimestre na Europa


Com o final do mês de setembro avizinha-se um novo trimestre, sendo este o quarto e último trimestre do ano de 2017. Como tal, a equipa de research do BiG analisou os principais fatores que poderão impactar o mercado nos próximos meses. A que conclusões chegaram?

A evolução da inflação continua a ser um dos temas em evidência, em particular pelo seu parco crescimento. “A inflação global permanece aquém da meta definida pela estabilidade de preços (2%)”, constatam os especialistas, acrescentando que esta “deverá seguir um caminho de recuperação V-shaped nos próximos dois anos”. Ainda que longe da meta dos 2%, “a inflação tem seguido um caminho de recuperação similar aos EUA e Zona Euro”, revelam.

Este crescimento em lume brando por parte da inflação está, segundo os especialistas, relacionado “com o crescimento lento dos salários na Zona Euro”, sendo que este se encontra menos sensível a mudanças na procura agregada. No que diz respeito à taxa de desemprego, esta está a recuperar progressivamente.

Do lado das previsões de crescimento do PIB por parte do BCE, este “estima um crescimento anual do PIB de 2,2% em 2017, com a procura interna como principal impulsionador”, revela o relatório. Quanto ao programa de compras do sector público (PSPP) levado a cabo pelo BCE, cujo término está previsto para dezembro deste ano, foram adquiridos cerca de 1,7 triliões de euros em obrigações soberanas, “sendo que mais de 508 mil milhões de euros deste valor traduz o montante de compras das obrigações do Tesouro português”, destacam.

Não obstante, o volume de compras mensais de obrigações do tesouro tem contraído desde novembro de 2016, pelo que a equipa de research do BIG acredita que “o fulgor da recuperação vigente na Europa”, aliado às “restrições do plano de compra de ativos do BCE” terão como consequência a ocorrência do Tapering em 2018. De facto, acrescentam que “a redução das compras mensais de EUR 80 mil milhões para EUR 60 mil milhões em Abril passado foi já o prenúncio do denominado “Taper sem Tapering””. Na opinião dos especialistas, o problema da escassez de ativos elegíveis poderia ter como fator simplificador a “flexibilização de algumas regras auto impostas”.

Para os próximos meses prevêm uma redução gradual do programa de compra de ativos por parte do BCE para cerca de 40 mil milhões de euros por mês. Por outro lado, antecipam "que o BCE inicie a trajetória de subida de taxa de referência de forma mais célere do que a FED”, revelam os especialistas.

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No que diz respeito à reversão da política de estímulos seguida pelo BCE e ao seu impacto na classe de ativos, acreditam “num eventual cap para a Bund a dez anos em torno de 1% a médio prazo”. Destacam, ainda, que a política de quantitive easing levada a cabo pelo BCE enviesou de igual forma a dinâmica do swap spread em relação às Bunds no período recente, sendo que “num cenário de redução gradual das compras do BCE da dívida alemã, este spread deverá estreitar no médio prazo, pelo menos, até 20 pontos base”, adiantam.

Já do lado do mercado acionista, acreditam que “seria necessário o anúncio de um plano de redução de compras genericamente agressivo pelo BCE, de forma a acarretar um impacto materialmente relevante”, uma vez que essa perspectiva já está “amplamente descontada pelo mercado nos níveis atuais”.

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