As incertezas provocadas pelas políticas da Fed


A primeira conferência de imprensa da nova líder da Fed tomou de surpresa a maioria dos mercados, que começaram a incluir nos preços as possíveis subidas das taxas de juro. No seu último Marketexpress, o ING Investment Management recorda que nos momentos seguintes, as yields do tesouro norte-americano a 2 anos atingiram um pico, enquanto as yields do tesouro a 10 anos subiram inicialmente, recuando logo de seguida.

A tónica mais hawkish dada por Janet Yellen, a 19 de março, ganhou a atenção dos mercados, diz o ING, que lembra que “apesar da presidente da Fed ter sido coerente a enumerar a lista de requisitos exigidos antes de se elevar a meta das taxas de juro de curto prazo, todos os intervenientes do mercado “ouviram” que as taxas de juro de curto prazo podem começar a aumentar em seis meses, depois do tapering estar concluindo”.

Incerteza pode conduzir a uma maior volatilidade

Esperando ainda que o primeiro aumento das taxas de juro levado a cabo pela Fed seja feito durante o quarto trimestre de 2015, o ING alerta que “a possibilidade de uma subida mais cedo do que o esperado tem aumentado”. Dada esta incerteza, a gestora relembra que yields das obrigações do tesouro “podem começar a mostrar alguma sensibilidade aquando do lançamento de dados económicos, resultando numa volatilidade alta para o mercado”.

Situação de Maio não se vai repetir 

Ainda assim, no Marketexpress pode ler-se que a entidade não espera um cenário idêntico ao do ano passado, quando o antigo presidente da Fed começou a falar do tapering em maio. “Os argumentos principais agora são questões como o contexto de deflação na zona euro e o enfraquecimento dos dados económicos da China”, indicam.

Quanto às moedas nos mercados emergentes, ainda que parecesse provável a sua desvalorização face a acontecimentos como os da Ucrânia, ou perante os dados desapontantes vindos da China,  o ING Investment Management realça que o que sucedeu foi uma situação oposta.

Moedas dos emergentes a contrariar

“Em geral as moedas dos mercados emergentes valorizaram desde dia 19 de março”, dizem. São duas as razões apontadas para tais valorizações. Em primeiro lugar, “a performance da China deve ter-se tornado tão má, que as más notícias passaram a ser vistas como boas: os dados económicos do país são tão fracos que uma resposta política tornou-se o cenário mais provável”. A segunda razão apontada prende-se com a recente boa performance do peso chileno. Tal melhoria pode então estar relacionada com o facto de os mercados estarem com uma visão mais “descontraída” em relação à economia chinesa.  

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