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As implicações da volatilidade baixa ter “vindo para ficar”


O VIX é o principal indicador de volatilidade, e para alguns investidores mais cépticos o índice histórico aparece como sendo uma reversão para a média. Assim sendo, quando o VIX está abaixo da média, como acontece hoje em dia, as probabilidades da volatilidade voltar a aumentar são grandes. A UBS Global Asset Management, no seu Global Investment Insights, escrito por Matthew Richards, estratega da entidade, alerta que “a possibilidade da volatilidade aumentar preocupa os investidores mais cépticos porque a volatilidade está associada aos sell-offs”.

Maior volatilidade, retornos mais baixos das ações

Para a gestora a visão sobre a volatilidade não tem necessariamente de ser tão “apocalíptica”. “Uma visão mais holística oferece uma interpretação mais subtil da volatilidade”, diz o profissional, para quem “os retornos médios dos mercados de ações tendem a cair assim que a volatilidade aumenta”.

No documento é mesmo citado um estudo de Bhanu Baweja, do UBS Investment Bank, que refere que os retornos médios de um mês são negativos em períodos em que o VIX está acima dos 27.  “No entanto, desde que o VIX continue no nível dos 20 ou abaixo, as rentabilidades esperadas no mês seguinte são positivas, e perdas superiores a 5% são historicamente muito raras. O VIX tende a subir gradualmente, mesmo que um “pico” no índice tipicamente aconteça durante várias semanas”, infere.

Volatilidade baixa por mais tempo porque...

A UBS AM acrescenta ainda que existem três factores adicionais que suportam a visão de que a volatilidade no mercado de ações pode permanecer baixa durante mais tempo. “Em primeiro lugar, os próprios factores que afectam os mercados de ações tornaram-se eles próprios menos voláteis”, indicam, acrescentando que “para além disso os níveis de inflação têm-se tornado menos voláteis, o que pode contribuir para que as yields baixem nas obrigações de longo prazo”, favorecendo assim as ações. Em segundo lugar, Matthew Richards acredita que “os preços de mercado não alcançaram uma bolha”. Ainda que as ações de mercados desenvolvidos no geral estejam sobrevalorizados, para a gestora isto é compensado pelo facto das “ações de mercados emergentes estarem subvalorizadas”. Em terceiro e último lugar, a UBS enuncia o calendário de potenciais movimentos de mercado, que são “incógnitos conhecidos”, tais como as eleições de novembro nos EUA, ou os conflitos na Ucrânia e na Rússia.

Em conclusão,  da UBS Global AM referem que a baixa volatilidade não é motivo para complacência.  “Esta situação pode sugerir riscos abaixo da média nas grandes perdas durante os próximos meses. Contudo, os investidores não devem entender isto como “os mercados a estarem favoráveis ao longo dos próximos anos”.

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