As cinco tendências de mercado que a Schroders detecta para os próximos meses


Aproveitando uma Conferência de Investimento que levou a cabo recentemente em Praga, a Schroders questionou a plateia sobre as suas perspetivas acerca das distintas classes de ativos, assim como a sua opinião acerca das taxas de juro e a inflação no médio prazo. Da assistência faziam parte 100 clientes intermediários vindos de mais de 30 países da Europa, Médio Oriente, Ásia, Estados Unidos e América Latina.

Os responsáveis da empresa extraíram cinco conclusões principais sobre este pequeno estudo. Uma das mais chamativas é que 94% dos entrevistados pretendem manter ou aumentar a sua exposição a ações durante os próximos meses, enquanto 41% acredita que o aumento mais acentuado em termos de alocação de ativos acontecerá ao nível das ações emergentes.

Dos clientes que assistiram à conferência e que responderam ao questionário, 49% afirmou estar sobreponderado nos mercados emergentes, apesar de 70% ter mostrado a sua intenção de aumentar a alocação a estes mercados durante os próximos seis a doze meses. Apenas 5% declarou a sua intenção de reduzir a alocação durante este período.

No que concerne às perceções de mercado, cerca de 45% dos questionados mostrou a sua crença de que os mercados de ações emergentes serão os que vão registar o melhor comportamento em 2015.

As outras duas conclusões têm a ver com os mercados desenvolvidos. Por um lado, 48% dos inquiridos considera que a Reserva Federal norte-americana será o primeiro banco central a subir as taxas de juro, e 81% acredita que a subida das taxas acontecerá em 2015. Por outro lado, 58% crê que a deflação é o maior risco macroeconómico na Europa para os investidores.

Carlo Trabattoni, responsável do canal intermediário europeu e GFIG da Schroders, assegura que “em geral, estes resultados são coerentes com as tendências previstas no mesmo questionário do ano passado, no qual mais de metade tinha intenção de aumentar a sua exposição aos mercados emergentes. “O inquérito deste ano indica que a exposição a mercados emergentes tem aumentado, e espera-se que esta tendência continue no ano que vem, já que os investidores consideram que a região será a que registará o melhor comportamento no próximo ano. Isto também tem a ver com o maior interesse dos clientes pelos mercados emergentes e pelos fronteira, que temos vindo a assistir atualmente”, acrescenta.

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