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‘Arranque’ de 2015: como se saiu a indústria de fundos mobiliários?


2015 é para muitos considerado um ano em que a indústria financeira nacional terá de se regenerar e recompor dos acontecimentos menos positivos de 2014, bem como dar provas da sua força e resiliência. 

Ainda que não seja um aumento significativo, pode dizer-se que a indústria de fundos mobiliários “arrancou” de forma positiva no ano de 2015.  Os dados da APFIPP de 31 janeiro mostram que o mercado nacional de fundos de investimento mobiliário cresceu 0,8% no mês em questão, somando 11.613,3 milhões de euros sob gestão, que comparam com os 11.525,5 milhões de euros do passado mês de dezembro. No entanto, num exercício de comparação com os 12 meses anteriores, denota-se uma diminuição do montante sob gestão na ordem dos 8,7%.

Também em termos de captações levadas a cabo pela indústria as notícias não são muito animadoras. A Associação revela que em janeiro o volume de subscrições foi de 833,0 milhões de euros, ao passo que o valor dos resgates foi de 861,7 milhões. O saldo líquido da indústria traduziu-se portanto num volume negativo de 28,6 milhões de euros.

'Big four': arrepiam caminho

Para as quatro maiores gestoras de fundos mobiliários nacionais, janeiro foi um mês de bons ventos. A Caixagest, que continua líder isolada em termos de património gerido, cresceu de um mês para o outro 1,6%, terminando assim janeiro com 3.721,3 milhões de euros de património gerido. A BPI Gestão de Activos, no segundo lugar do ranking, cresceu 0,8% para os 1.924,1 milhões de euros, enquanto a Santander Asset Management, na terceira posição, viu o seu valor gerido “saltar” ligeiramente a barreira dos 1.700 milhões de euros. Igualmente a crescer, e no quarto lugar, destaque também para a Millennium Gestão de Activos, cuja variação mensal foi de 2,4% para os 1.503,3 milhões de euros.

Invest Gestão de Activos lidera crescimentos

Relativamente às casas gestoras que em janeiro conseguiram uma maior variação mensal em termos percentuais, destacam-se a Invest Gestão de Activos  com um incremento de 8,0%, para os 12,4 milhões de euros, e a Crédito Agrícola Gest, que com um crescimento mensal de 5,5% que a fez subir para os 417,9 milhões de euros de ativos geridos. 

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