Aquisição do Centro Comercial Dolce Vita Odeón destaca-se em julho


O investimento de private equity e venture capital em Portugal não tem desvanecido durante 2015. De janeiro a julho, a TTR (Transactional Track Record) dá conta de 17 transações envolvendo empresas de private equity, que somam um volume movimentado de 262 milhões de euros. No caso das operações de venture capital, os dados indicam 19,5 milhões de euros envolvidos em 19 transações, desde o início do ano.

É precisamente no âmbito do private equity que a TTR destaca a habitual transação do mês selecionada por este serviço, no seu relatório ibérico de julho. Salientam a aquisição de 100% do Centro Comercial Dolce Vita Odeón pela empresa de private equity britânica Patron Capital Partners e pela empresa espanhola Eurofund Investments, ao grupo Amorim Investimentos. Na assessoria jurídica do processo estiveram a Broseta Abogados, Cuatrecasas, Gonçalves Pereira de Espanha, a Clifford Chance de Espanha, e na assessoria financeira a EY de Espanha.

M&A continua na “banda” dos valores record

O mercado de fusões e aquisições em território nacional também continua em destaque. No mês passado foram 13 as transações decorridas, e no acumulado do ano, entre janeiro e julho, já se contabilizam 131 transações que movimentaram 9.770,20 milhões de euros, entre operações anunciadas e concluídas, dizem no documento.

Até ao momento o valor movimentado já é superior ao de 2014, e aproxima-se cada vez mais do montante movimentado em 2013: 12.201,90 milhões de euros. No ano os subsectores mais ativos no mercado português são o Imobiliário, o Financeiro, Seguros, Tecnologia e Internet.

Empresas espanholas continuam de olhos postos em Portugal

No que diz respeito às aquisições realizadas por empresas estrangeiras em Portugal, as empresas espanholas continuam a dar nas vistas, sendo as mais ativas no acumulado do ano. O saldo até julho é de 10 transações realizadas por estas companhias

Quando se olha para os maiores investimentos em empresas nacionais, é o Luxemburgo que figura como maior investidor, com as empresas do país a movimentarem 5.802 milhões de euros até ao sétimo mês do ano. Em sentido contrário, as empresas portuguesas já realizaram 11 compras no estrangeiro, sendo o mercado brasileiro e o francês os alvos de maior investimento.

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