"Aproximamo-nos do ponto onde se produzirá uma rotação importante para as acções"


 

"Depois de cinco anos em que os investidores aplicaram o seu dinheiro em obrigações procurando segurança, estes estão, pela primeira vez na última década, a regressar às acções", disse Nigel Bolton, director da equipa gestora de acções europeias da BlackRock. Embora desconheça exactamente quando irá isso acontecer, destaca o facto dos fluxos de entrada de capitais em acções, apesar de baixos, têm mantido uma trajectória de crescimento sustentado desde o verão passado. "Aproximamo-nos do ponto onde se produzirá uma rotação importante", diz Bolton, muito positivo no que diz respeito aos mercados europeus.

As previsões feitas pela sua equipa sugerem que este processo é irreversível num contexto próximo: o PIB mundial crescerá 2,6% em 2013 e 3,1% em 2014, segundo dados da BlackRock e recolhidos da Citi. “A partir da segunda metade do ano veremos, provavelmente, melhorias no ‘rating’ de empresas e países, a flexibilização quantitativa (QE, sigla em Inglês), levada a cabo pelos principais bancos centrais dos países desenvolvidos colocou à disposição capital que irá parar ao mercado accionista e, além disso, o BCE centrar-se-á em políticas de promoção do crescimento na Europa deixando para trás a preocupação exclusiva e, tida até agora, de controlo do défice e dos ajustes estruturais ".

No entanto, estas políticas de crescimento não chegarão aos países do Velho Continente, “pelo menos até Setembro, depois das eleições alemãs", acredita Bolton, convencido de que, como mostram as expectativas do mercado, “Angela Merkel regressará uma vez mais”.

Nenhuma interferência preocupa de momento as acções europeias

"O mercado continuou a subir apesar de acontecimento como o resgate ao Chipre ou as eleições em Itália", lembra o director de acções europeias da BlackRock, que descreve esta tendência como "uma mudança de um círculo vicioso para um círculo virtuoso". Nem mesmo a França, com a qual se preocupa por parecer entrar numa recessão, embora não com a mesma escala que a vizinha Espanha, Portugal ou Itália, parece enublar a sua convicção sobre o futuro próximo expectável para as bolsas europeias, cheias de oportunidades dadas as baixas avaliações registadas por algumas empresas.

Por sectores, ‘utilities’, sector bancário e cuidados de saúde são os escolhidos da BlackRock para sobreponderar na sua estratégia de investimento.

 

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