Amundi: Risco sim, mas com abordagem cada vez menos agressiva


A Amundi é mais uma entidade a esperar que as taxas de juro nos EUA permaneçam baixas. No seu documento “Cross asset investment strategy”, que oferece visões, análises, e convicções da gestora para os meses de julho e agosto,  é enfatizada a crença de que o crescimento norte-americano é para continuar.

Ações europeias: “keep going”

Debruçando-se sobre cada uma das classes de ativos, a entidade traça um “portfólio tipo” para os meses do ano em questão.  Do lado das ações, a gestora continua a preferir “a Zona Euro e a Europa, em detrimento dos EUA, Japão e emergentes como um todo”. É também denotado que “num contexto marcado por um fraco crescimento e por taxas de juro baixas, a atividade de fusões e aquisições vai continuar a ser significativa, com as empresas norte-americanas a beneficiarem do facto das empresas europeias com exposição ao mercado dos EUA estarem baratas”. Este movimento, dizem, é favorável para as ações da Zona Euro.

Cuidado, necessita-se

Do lado das obrigações é realçada uma preocupação: “dados os atuais spreads, estamos a testemunhar uma extensão do rally das obrigações, ou é o início do que se pode apelidar de “japonização”?”

A Amundi acredita que “há ainda potencial para os spreads das obrigações se estreitarem face à Alemanha, e torna-se por isso imperativo “manter em carteira apenas os títulos que oferecem liquidez”. Em justificação, a entidade diz que “apesar de não esperar um ressurgimento de uma crise da dívida soberana” é importante ter bem esclarecidas as questões relacionadas com as valorizações excessivas. “Mantemo-nos longos nos países core da Europa, tais como a Alemanha, desde que o valor de equilíbrio de longo prazo das taxas caiu: as durações curtas podem custar caro”, salientam.

Do lado dos portfólios diversificados, a Amundi realça que passaram de neutral para subponderados nas ações norte-americanas, preferindo também neste caso as ações da Zona Euro, e ainda do Japão. Realçam ainda “manter-se longos  nas obrigações de empresas”.

Em conclusão, a entidade refere que a sua “alocação de ativos continua favorável aos ativos de risco. No entanto a nossa abordagem está a tornar-se menos agressiva”, concluem.

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