Agosto foi mais um mês de saída das estratégias com a etiqueta ‘China’


China e mais China, intercalada com a palavra volatilidade. O mês de agosto – típico em menor liquidez nos mercados -  converteu-se num verdadeiro inferno para os investidores a nível global. Nas plataformas nacionais, muito embora os investidores tenham continuado adeptos dos fundos de ações, optaram por sair das estratégias onde de certa forma se sentiram mais “melindrados”.

Do Banco BiG, Isabel Soares, destaca precisamente que em termos de resgates “no período não se verificaram alterações significativas àquilo que já tinha sido observado no decorrer do mês anterior”. Desta forma explica que “o mercado chinês voltou a registar fortes movimentos de correcção que se traduziram em alguns outflows nos posicionamentos com enfoque geográfico não só na China mas também na região Asiática”. Exceptuam-se, a este nível, “os investimentos focados no mercado Japonês onde os investidores continuam a vislumbrar potencial”. Para além disso, a profissional presenciou ainda “alguns outflows em fundos com estratégias mais direccionais (tradicionalmente com maior risco) e em fundos com exposição ibérica”.

Situação idêntica verificou-se no ActivoBank, onde João Graça testemunha, a nível de resgates, “a saída dos investidores dos fundos China e áreas circundantes ao longo de todo o mês”. O profissional acrescenta ainda uma nota sobre o Sisf Middle East, “que entra no top não só afetado por descidas do petróleo no inicio do mês como também por toda uma notoriedade nos média devido à crise dos migrantes”.

No caso do Banco Best, Pedro Barros, Associate Manager, salienta que “a volatilidade do final do mês de agosto alterou a tendência dos meses anteriores”. Assim, em agosto, “os maiores resgates registaram-se em fundos de ações, incluindo o setor das biotecnologias e ciências da saúde, e em fundos balanceados”.

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