Ações continuam no domínio dos mais subscritos


O terceiro mês do ano aparece em consonância com aquilo que tem sido reiterado nos meses de 2014 que já passaram. As plataformas portuguesas de distribuição de fundos dão conta da crescente vontade que os investidores portugueses têm de se “aventurar” nos ativos de maior risco.

Desta feita, do Banco BiG, Isabel Soares, gestora de produto da entidade, destaca que “o mês de março não trouxe grandes novidades, no que diz respeito aos fundos de investimento mais subscritos”, já que “os investidores continuam a demonstrar uma clara preferência por activos de maior risco”. O mesmo sucede também com o Banco Best. Rui Castro Pacheco, head of asset management, indica que durante o terceiro mês do ano se continuou a assistir “à chamada rotação de ativos de menor risco para ativos de maior risco”. O especialista lembra no entanto que “este fenómeno de rotação de ativos não terá sido tão rápido quanto alguns analistas pensavam, mas tem vindo a verificar-se ao longo dos últimos meses… mesmo há mais de um ano”.

Balanço feito pelas duas entidades, realça-se que em ambos os rankings dos fundos estrangeiros mais subscritos há uma preponderância de fundos de ações. “Esta maior apetência ao risco tem-se traduzido em inflows significativos em fundos com exposição ao segmento accionista (da lista de 10 fundos apresentada, apenas 3 não se enquadram nesta categoria)”, diz Isabel Soares do Banco BiG. Na mesma linha, Rui Castro Pacheco indica que “6 fundos do TOP são fundos de ações”, sendo que “os mais subscritos também são já habituais no TOP e passam pelas ações europeias, com gestão da Alken e Schroder que acrescenta a distribuição de rendimentos, e pelo Biotechnology Discovery da Franklin Templeton. Para além das ações americanas, numa gestão da ClearBridge, o TOP fecha com ações ibéricas, com o fundo da Fidelity, e com as Mega Tendências propostas pela Pictet”. No Banco BiG também  a preferência pelo mercado ibérico é evidenciada, com Isabel Soares a sublinhar “este interesse dos investidores”,  “que continuam a vislumbrar algum potencial de retorno no mesmo”. Acrescenta que “os fundos Fidelity Iberia  e Santander Acções Portugal voltam, por isso, a constar do Top de fundos com mais subscrições”. Em termos sectoriais, a gestora de produto da entidade destaca que “a preferência dos investidores recai novamente para os segmentos de Small Cap e Biotecnologia”.

No Banco Best, “em termos de fundos de obrigações, o maior número de subscrições verificou-se em três fundos já habituais no top, ainda que tenha aparecido uma novidade”. Rui Castro Pacheco explica que a “inovação” no ranking aparece através da “aposta num fundo gerido pela Nordea que investe em obrigações de instituições financeiras e que tem beneficiado com a melhoria das condições de mercado e resultados destas instituições”. Do lado dos repetentes estão “os fundos de High Yield global, gerido pela Axa, High Yield US, gerido pela Allianz e que distribui rendimentos mensais, e o Dynamic Bond gerido pela Jupiter e com distribuição de rendimentos trimestral”.

A preferência por Europa continuou a verificar-se e é comprovada pelo Banco BiG. Isabel Soares indica precisamente que “numa listagem que não consubstancia grandes alterações face à anterior, o bloco europeu continua em destaque  (6 dos fundos apresentados têm um enfoque nesta área geográfica)”.

Do ActivoBank, o selecionador João Graça, indica que durante o mês de março, se assistiu “a uma maior diversificação das carteiras dos nossos clientes de fundos de investimento, procurando sectores com maior potencial, como o mercado Europeu e os mercados de Obrigações Corporate e High Yield”. “Estas escolhas ocorreram por contrapartida de fundos de Mercados Emergentes e de fundos com elevada concentração num tipo de ativo ou num segmento específico como as PME Alemanha”, refere. 

 

TOP TEN DOS FUNDOS ESTRANGEIROS MAIS SUBSCRITOS EM MARÇO

 

ActivoBank

Banco Best

Banco BiG

1

Schroder ISF Euro Equity B

AXA World Funds Global High Yield Bonds E Capitalisation EUR hedged (95%)

Invesco Pan European High Income Fund

2

UBS(LUX) BS Brazil (USD) P Acc

Jupiter JGF Dynamic Bond Fund L Class Euro

Fidelity Funds-Iberia Fund

3

Fidelity Funds France A

Alken Fund European Opportunities-A

Threadneedle IF European Smaller Comp. F

4

Pictet Biotech HR Eur

Franklin Biotechnology Discovery N Acc $

JPMorgan Europe Equity Plus Fund

5

Schroder ISF Swiss Equity B

Schroder ISF European Dividend Maximiser B Dis

 

BlackRock Pacific Equity Fund

6

UBS(LUX) SF Balanced (EUR) N Acc

Fidelity Funds - Iberia Fund E-Acc-EUR

 

Franklin Biotechnology Discovery Fund

7

JPM F Europe Small Cap D

Allianz US High Yield AM (H2-EUR) EUR

 

Santander Acções Portugal

8

Morgan Stanley  Euro Corporarte Bond B

Nordea-1 European Financial Debt Fund E EUR

 

BNY Mellon Emerging Markets Debt Lc Crcy

9

Fidelity Funds European High Yield A

Legg Mason ClearBridge US Aggressive Growth Fund Class A EUR Acc

 

Invesco Pan European Structured Equity

10

Morgan Stanley  US Growth B

Pictet-Global Megatrend Selection-R EUR

 

Pioneer Funds Multi Asset Real Return

 

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