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“A yield curve da dívida portuguesa não mostra qualquer tipo de stress com Portugal”


O Estado português, através do IGCP, colocou ontem 1.150 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) a dez anos. A taxa foi de 3,252% com a procura a superar a oferta em 1,59 vezes. Face ao último leilão equivalente realizado – em 9 de março – a taxa subiu, já que nessa data foi de 3,13%.

“Foi um leilão que correu dentro do esperado, com a taxa em linha do que se faz no mercado secundário. Correu sem qualquer problema, talvez por isso se tenha optado por emitir um pouco acima do previsto inicialmente que era um intervalo entre 750 e mil milhões de euros. A yield curve da dívida portuguesa não mostra qualquer tipo de stress com Portugal e os investidores aproveitam as oportunidades não só na dívida pública portuguesa como também na dívida das empresas portuguesas. A última emissão a 10 anos foi a 9 de Março, há dois meses, e a taxa da altura foi de 3,13%”, referiu Filipe Silva, diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa.

Já do BiG, referem que “Portugal acompanhou a tendência de outros países periféricos, que colocaram dívida a longo prazo esta semana. Espanha emite hoje obrigações em euros a 50 anos e o Tesouro italiano pondera lançar uma emissão também a 50 anos. Num contexto de juros negativos a curto prazo na Zona Euro e de compra persistente de obrigações públicas e empresariais pelo Banco Central Europeu, a procura por títulos na zona longa da curva aumentou substancialmente. Além das emissões de longo prazo na periferia, a Alemanha vendeu 5 mil milhões de euros a 2 anos, num dia muito ativo no mercado primário de dívida soberana”.

 

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