A violência desvaneceu-se na Ucrânia. Mas quais os impactos para os investidores?


Um dos últimos tópicos abordados pela J.P. Morgan Asset Management  no seu habitual Market Insights debruça-se sobre os recentes episódios de violência ocorridos na Ucrânia. Ainda que a situação tenha evoluído rápido e favoravelmente nos últimos dias, as circunstâncias no país continuam fluídas, com muitos rumores a circular.

Apesar da Ucrânia ter pouco impacto nas ações globais e sendo um país classificado como mercado fronteira pela MSCI (abrangendo apenas 0,15% do MSCI Frontier Market Index), a grande questão dos investidores deve ser compreender qual o impacto dos acontecimentos do país nos mercados globais.

Instabilidade política

“Ainda que a Ucrânia perfaça uma pequena parte da economia global e dos mercados de ações, a atual incerteza política pode ter um impacto significativo na vizinha Rússia”, diz a gestora, salientando a importância do país no mercado da energia. Exemplificando, a J.P. Morgan lembra que três dos maiores gasodutos que ligam a Rússia à Europa Ocidental passam pela Ucrânia .

Desta feita, a preocupação para os investidores pode estar na possibilidade da Rússia se insurgir e intervir na Ucrânia de forma a proteger os interesses energéticos, “destabilizando a situação na Europa Oriental”.

Ajuda na reconstrução da economia?

Com este desvanecer da violência, a gestora acredita que as atenções se vão virar para a ajuda na reconstrução da Economia. Algumas estimativas indicam por exemplo que o país vai necessitar de 35 mil milhões de dólares durante os próximos 24 meses, de forma a pagar a dívida do país. “É provável que algum pacote de ajuda por parte da União Europeia, FMI ou combinação das duas, seja anunciado nos próximos dias”, referem.

Resumindo, a entidade reitera que os investidores não devem estar excessivamente preocupados sobre o impacto que a situação na Ucrânia terá no terreno político ou na área dos investimentos. “Isoladamente os acontecimentos no país terão impacto limitado à escala global. O risco para os mercados reside no facto da instabilidade se estender a outros países como aconteceu na Primavera Árabe de 2011, aumentando o sentimento negativo em relação às classes de ativos dos mercados emergentes.

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