“A vantagem primordial destes fundos reside precisamente na gestão flexível”


Num ano em que os lançamentos de fundos no mercado nacional têm sido escassos, a BPI Gestão de Activos apresentou recentemente três novidades no que toca a produtos. Em julho, a entidade trouxe para o mercado três fundos de investimento flexíveis: o BPI Moderado, o BPI Dinâmico e o BPI Agressivo.

No entanto, pode dizer-se que a sua génese não é totalmente nova, como explica Eduardo Monteiro, Head of Discretionary Portfolio of high net worth individuals (HNWI) na entidade. “No início de 2014 registou-se uma mudança na filosofia de gestão dos seguros de capitalização por perfil de risco. Esta alteração foi bem recebida pela rede comercial do BPI, tendo estes produtos registado um crescimento material dentro da oferta do grupo”, diz, esclarecendo que foi a partir dos bons resultados dos seguros de capitalização que surgiu a ideia de se criarem os três fundos flexíveis em causa. A filosofia e a política de investimento são as mesmas dos seguros, estando a diferença no facto dos fundos “terem cotação e liquidez diária, em vez de semanal”.

A importância da alocação a ativos de risco

A palavra “risco” é uma das mais enunciadas pelo profissional quando descreve a tríade de fundos. Enuncia que os produtos se focam no “grau de risco que o investidor pretende, independentemente de outros factores, tais como os geográficos e sectoriais”. Num ano em que as correções não ficaram apenas confinadas ao desempenho das ações, Eduardo Monteiro realça que “para o BPI, mais importante do que a alocação a acções, é a alocação a activos de risco e o quanto isso consome do orçamento de risco”. Neste sentido indica que a política de investimento dos produtos assenta na construção de “um portfólio em torno de uma volatilidade objectivo”.

Apesar disso, a exposição a ações é muito diversificada consoante o fundo em questão. Explica que nos fundos BPI Moderado, BPI Dinâmico e BPI Agressivo a presença deste ativo está limitada a 30%, 50% e 90% respetivamente. “Em períodos de maior contração dos mercados de ações, a exposição a ações dos fundos deverá ser reduzida, verificando-se o oposto em períodos de crescimento”, remata, fazendo alusão à flexibilidade do produto.

Flexibilidade: a vantagem suprema

“A vantagem primordial destes fundos reside precisamente na gestão flexível”, assinala, referindo que “em momentos em que o mercado sofra correções é possível alterar a estratégia do fundo e com isso tentar minimizar os impactos negativos que poderiam ocorrer”, indica. Sendo a estratégia dos fundos similar, o que varia é o “peso de cada tipologia de ativos em função do perfil de risco do investidor”. Resume: “Investidores com uma maior tolerância ao risco no médio/longo prazo e que procurem rentabilidades mais elevadas enquadrar-se-ão à partida no perfil de risco mais agressivo; os investidores cujo perfil apresenta uma maior aversão ao risco deverão preferir a gestão do perfil Moderado”.

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