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A última década dos fundos imobiliários abertos


Nos últimos dez anos, com dados de finais de fevereiro, os onze fundos imobiliários abertos cujas suas sociedades gestoras se encontram associadas na Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP – registavam uma rendibilidade média anualizada de 0,82%. A Associação divide estes produtos em dois segmentos: os fundos de “acumulação” e os de “rendimento”. Os primeiros destacam-se por “não distribuírem rendimentos, reinvestindo automaticamente os rendimentos gerados pelas respectivas carteiras”. Já os segundos “distribuem periodicamente aos participantes os rendimentos gerados pelas respectivas carteiras”.

Da mescla de produtos, aquele que melhor resultado apresenta ao longo do período em questão é o CA Património Crescente: um fundo aberto de acumulação. Em termos anualizados, a sua rendibilidade nos últimos dez anos é de 3,802%. O produto é gerido pela Square Asset Management, e nas últimas cinco edições dos IPD European Property Investment Awards foi eleito como o fundo com melhor portfólio imobiliário. Recentemente, Pedro Coelho, administrador da entidade, afirmava que este prémio significava “a consolidação do CA Património Crescente como um dos melhores produtos de investimento do mercado, a nível internacional”. No final de janeiro, o seu valor em carteira atingia mais de 313 milhões de euros, sendo o quinto maior produto imobiliário nacional.

O segundo melhor produto da última década é, também, um fundo imobiliário aberto de rendimento com melhor performance: o VIP. O fundo é gerido pela Silvip e no período em análise a sua rendibilidade anualizada é de 3,615%. É um dos produtos mais antigos do mercado nacional – nasceu em 1987 – e tinha, no final de fevereiro, um valor de carteira de cerca de 300 milhões de euros. Como se trata de um fundo aberto de rendimento, este distribui retornos de forma trimestral, nas “datas de 15 de março, junho, setembro e dezembro”, segundo se pode ler no prospeto do produto. No mesmo documento pode ler-se, ainda, que o fundo está “orientado para a constituição de pequena e média poupança, destina-se a um perfil de investidor conservador, com baixa tolerância ao risco e um horizonte temporal de investimento de médio a longo prazo”.

Com uma rendibilidade anualizada de 2,843% vem, logo de seguida, o Imofomento. Sob responsabilidade da BPI Gestão de Ativos, o produto está quase a fazer 22 anos de vida e tinha, no final de janeiro, mais de 318 milhões de euros em valor de carteira. Com este valor, trata-se do quarto maior produto nacional do segmento imobiliário. Analisando o prospeto, verificamos que o grande objetivo do produto é o de “alcançar, numa perspectiva de médio e longo prazos, uma valorização do capital, através do investimento diversificado em activos, predominantemente imobiliários".

Os fundos imobiliários nos últimos dez anos

A verde: fundos imobiliaríos de rendimento; a azul: fundos imobiliários de acumulação

Fonte: APFIPP no final de fevereiro de 2016
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