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A regulação será o maior motor de mudança na indústria de fundos até 2019


Para além de questionar os gestores de fundos de todo o mundo sobre os novos atores que poderão influenciar o futuro da indústria de fundos de investimento (como por exemplo as redes sociais),  ou por outro lado os factores que vão contribuir para o crescimento desta mesma indústria, a última sondagem da Ernst&Young (EY) também aborda as percepções dos especialistas sobre os temas regulatórios. A principal conclusão é clara: os questionados concordam que as maiores mudanças da indústria até 2019 vão ser motivadas pela evolução das normas regulatórias, seguindo-se as mudanças demográficas.

“O resultado é surpreendente, pelo menos por duas razões”, explicam  os autores do inquérito. “Em primeiro lugar porque a indústria de gestão de ativos tem estado sujeita a uma grande quantidade de novas regulamentações. Parece que a mensagem que a indústria está a passar é de que o ritmo da nova regulação se vai manter o mesmo”, explicam. Como segunda razão argumentam que “as mudanças demográficas terão impactos significativos, mas muito diferentes na América do Norte comparativamente com a América Latina. Dá ideia que os gestores veem esta situação como uma evolução a longo prazo, mais do que um motor chave de mudança no longo prazo”.

“Os gestores globais ainda estão a assimilar os limites da regulação e estão a restringir-se à inovação na indústria por via da fixação no que podem e não podem fazer dentro dos novos produtos regulados”, acrescentam da empresa de serviços profissionais. A sua conclusão nesta área é de que “os gestores necessitam de olhar mais além das preocupações regulatórias, nomeadamente em relação a factores que impulsionem o crescimento e as mudanças da indústria”.

O estudo da Ernst&Young incide na ideia de que, mais do que a regulação, os membros da indústria deveriam prestar mais atenção “à transparência, à compreensão das necessidades e dos objectivos dos clientes, mas também ao desenvolvimento de novas soluções que as satisfaçam, assim como o alinhamento dos interesses das empresas com os dos clientes para assegurar o êxito mútuo no futuro”.

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