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“A performance económica de médio prazo do Brasil é altamente dependente de factores externos”


Apesar da elevada volatilidade que se seguiu durante as primeiras horas depois das eleições presidenciais no Brasil, parece que o triunfo de Dilma Rousseff já tinha sido de alguma forma descontado pelos mercados. Numa nota que o BBVA Asset Management Negócio Corporativo & Institucional emite sobre o ambiente de mercado vivido do outro lado do Atlântico, refere-se que “o contexto eleitoral foi mais notório na taxa de câmbio, já que o dólar passou dos 2.18 Reais a meio do ano, para os 2.50 Reais depois do dia da eleição”.

Com a reeleição de Dilma Rousseff a entidade vê como muito provável que se continuem a seguir as mesmas políticas que já eram executadas, nas quais se incluem por exemplo “subsídios para a educação e para outro tipo de consumo” ou “as medidas de proteção dos produtores domésticos”. Por outro lado, não esperam que haja uma flexibilização do mercado de trabalho e muito menos uma atitude mais independente do banco central.

Ainda que o país tenha uma grande orientação para o mercado doméstico, “achamos que a sua performance económica de médio prazo, como um todo, é altamente dependente de factores externos, tais como a liquidez internacional e a procura pelos principais produtos exportadores do país”. Por este motivo, do BBVA preferem “continuar cautelosos, favorecendo uma postura de subponderação do país”.

Áreas com oportunidades

No entanto, a bolsa brasileira continua a significar oportunidades que, acima de tudo, requerem “uma grande necessidade de seleção”. Pelo que já foi referido,  o sector da educação aparece com sendo um dos mais atrativos, por “continuar a beneficiar das políticas do governo”. Segue-se outra categoria, que é “composta por aquele tipo de empresas que beneficiam de tendências de médio-longo prazo, tais como as financeiras não bancárias, as empresas que distribuem combustíveis ou as produtoras de proteínas”. Para além destas referem ainda o foco em private banks, por acreditarem que “certo tipo de private banks vão beneficiar de uma procura de crédito ainda sólida, taxas de juro crescentes e eficiência crescente”.

Em estado de alerta estão em relação às empresas que têm muita influência do governo, uma dívida elevada, ou ainda nos sectores de telecomunicações e da manufactura.

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