“A indústria de fundos europeia já não é ousada o suficiente”


O número de fundos lançados na Europa decresceu no último ano. Ainda assim, dado o número de encerramentos, uma boa parte foram criados e imediatamente substituídos por um veículo homologado. Segundo o último Cerulli Edge-Global o ritmo de racionalização através do encerramentos de fundos “pobres” ou via incorporação de veículos mais fortes precisa de acelerar.

Barbara Wall, Cerulli’s Europe Research Director, refere que o que “é impressionante nos estudos é a quantidade de grandes grupos que tradicionalmente apresentam maus resultados de longo prazo, com níveis significantes de ativos e que poderiam ser incorporados em fundos semelhantes com melhores desempenhos”.

Fundos desastrosos na performance

“Revendo a performance, escolhemos olhar para a batting average, que traduz  o número de dias em que um gestor supera ou iguala um índice num determinado período”, refere a empresa, a propósito da sua análise . Nos seus critérios a Cerulli Associates refere que para identificar os fundos com piores desempenhos foram selecionados fundos com um batting average que estivesse entre os 0 e os 25. “Na Europa foram identificados 122 fundos (excluindo os de mercado monetário), que controlavam ativos na ordem dos 42 mil milhões de euros, e que foram consistentemente desastrosos na sua performance.

Eliminar fundos inúteis

“As taxas dos fundos estão a cair na Europa e isso está a colocar pressão na sua rentabilidade”, pode ler-se. Assim, a Cerulli espera que os gestores prestem particular atenção à viabilidade dos fundos de sub-escala.

“Por fim, os gestores precisam de eliminar fundos inúteis da sua gama”, acrescenta Angelos Gousios, analista sénior da Cerulli, que acrescenta que “certas estratégias de fundos estiveram na moda num curto espaço de tempo, mas, como as calças à boca do sino, e os testes de armas nucleares, é improvável que voltem a ter tempos áureos”.  

Desta forma a empresa de análise reitera que existem três boas razões para encerrar ou fundir fundos. Basta ter em conta estes três factores: desempenho, rentabilidade ou inutilidade.

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