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A filosofia e organização da equipa de obrigações da Pioneer Investments galardoada pela Morningstar


Procurar valor, assumir risco de forma ativa e gerir esse mesmo risco. Estes são os três pilares de investimento nos quais se baseia a filosofia da Pioneer Investments, que foi recentemente agraciada com o título de melhor gestora estrangeira de obrigações, no nosso país, na entrega de prémios realizada pela Morningstar, no passado dia 26 de maio, em Lisboa.

A 31 de março os ativos sob gestão da entidade a nível global em carteiras de obrigações somavam os 107,4 mil milhões de euros. A gama de fundos de obrigações da gestora é composta por 22 produtos comercializados em Portugal, cobrindo quase todo o espectro de sub-categorias dentro das obrigações: soberanas, crédito, high yield, investment grade/non-investment grade, duração, dívida emergente, etc.

Como funciona em detalhe a equipa de obrigações da entidade?

Teresa Molins e Isabel de Liniers,  respetivamente Head of Institutional Sales e responsável de vendas para Portugal, salientam que “o processo de investimento em obrigações europeias  é forte e diferenciador, baseando-se na implementação de distintas estratégias de alfa”. Prosseguindo, as profissionais explicam que “cada estratégia alfa é gerida através de um especialista que se dedica a fornecer as melhores ideias de investimento para cada estratégia”.  Ainda que as decisões finais sejam tomadas pelo próprio gestor, é “vital” o apoio que é dado através da equipa de analistas e de especialistas de estratégias de alfa, ao nível das oportunidades existentes no mercado. Desta forma, dizem, conseguem que o processo de investimento não seja exclusivamente proveniente da gestão do beta.

No processo de investimento é destacado também outro factor essencial. “Incluímos um sistema de orçamento de risco próprio que permite monitorizar e gerir a soma de perdas e lucros por operação, tal como a gestão da diversificação da carteira do fundo a nível global e dos níveis de correlação”. Desta forma, da gestora indicam que a “rentabilidade/risco esperados para cada fonte de alfa são analisados para permitir gerir as quedas logo na sua fase inicial”. Este processo de controlo de risco é feito pela equipa de construção de carteiras que trabalha estreitamente com os gestores de fundos, a fim de das decisões tomadas serem o mais eficientes possíveis.

Perspetivas enviesadas para as obrigações

Perante aquele que é um cenário complicado para as obrigações, em que a subida das taxas de juro é iminente, as especialistas indicam que “apesar da grande saída a que temos assistido nos últimos anos, e ainda que seja expectável que haja algum potencial de subida, as perspetivas para este tipo de ativo não são muito interessantes, sobretudo tendo em conta o seu principal prognóstico de subida das taxas”.

Mas ainda assim existem “hipóteses” com valor nas obrigações. “Acreditamos que os fundos de obrigações flexíveis, onde o gestor tem a possibilidade de se posicionar segundo as circunstâncias do mercado, podem ser interessantes”, admitem. Um exemplo dado no âmbito desta possibilidade é o Pioneer Funds – Strategic Income. “É um fundo que investe numa carteira multissectorial de títulos provenientes de todo o espectro das obrigações”, referem, acrescentando que este produto “pode assumir posições curtas, se essa for a convicção do gestor mediante as perspetivas de mercado, pode posicionar-se em high yield se for aí que o gestor encontra valor, ou ainda comprar crédito se essa for a opção mais adequada ao momento, na visão do gestor”.

No atual contexto de mercado, para a Pioneer Investments, as obrigações emergentes ganham vantagens acrescidas. “Dentro desta categoria vemos como mais interessante o crédito emergente face ao soberano”, reiteram. No entanto, Teresa Molins e Isabel de Liniers não esquecem a importância da seleção de valores. “Acreditamos que nestas circunstâncias o nosso fundo Pioneer Investments – Emerging Markets Bond é um fundo a ter em conta, já que pode investir em crédito, dívida soberana, moeda forte e/ou moeda local, com o objectivo de encontrar as melhores oportunidades de investimento”, concluem.

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