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“A dívida pública é o grande desafio para Portugal”


A Fitch realizou, em Lisboa, uma conferência onde trouxe a Portugal os seus maiores especialistas. Sob o tema “Why is funding the key to recovery?”, Yolanda Arnáiz Senior Director de Business & Relationship Management abriu as hostes e afirmou que o “crescimento na Europa vai ocorrer, embora lentamente”. Destacou ainda que classes como “high yield, dívida de mercado doméstico e dívida de mercados emergentes estão a ser as preferidas dos investidores”.

Já o diretor de ratings soberanos da Fitch, Michele Napolitano, realçou que o futuro próximo de Portugal deveria passar por um programa cautelar. “Uma linha de crédito cautelar seria importante para Portugal, independentemente de Portugal ter ou não acesso ao mercado”, afirmou o especialista.

Continuamos a achar que há riscos de implementação do Orçamento do Estado de 2014, riscos que foram agravados com as últimas decisões do Tribunal Constitucional, apesar da garantia do Governo para encontrar medidas alternativas”, é esta a justificação para a agência de notação financeira continuar a manter o rating de Portugal sob perspetiva negativa.

Fusões ou aquisições fora da rede nacional

Em conversa com a Funds People Portugal, Erwin van Lümich, director geral e Roger Turró , diretor da área de análise de instituições financeiras não perspetivam fusões ou aquisições no sector bancário nacional. “Não acreditamos que haja fusões ou aquisições no sector bancário em Portugal, nos próximos tempos. O sector está consolidado, embora essa situação de fusões ou aquisições dependa sempre das condições em que acontece a operação. Quanto aos bancos internacionais, pensamos que eles vão analisar qualquer oportunidade, mas a conclusão de qualquer transação também vai depender das condições”, afirmam os especialistas.

Já sobre o impacto que um downgrade num banco pode ter sobre a gestora de ativos do mesmo grupo, os especialistas são mais evasivos. ”As gestoras podem ser ou não prejudicadas, consoante o tipo de downgrade que possa existir. A respeito de uma baixa de rating do país, isso poderia sinalizar fraquezas na economia, o que pode afectar a sua capacidade de poupança”. Já no que toca a um downgrade dos bancos, o impacto nas gestoras dependerá muito da causa desse downgrade: Se é por causa dos dados do balanço, dívida, etc.”, afirmam.

Para o futuro do país, o grande desafio é se Portugal consegue controlar a dívida e se a torna sustentável. “O futuro de Portugal é mais sobre a dívida pública e a forma como o país irá responder a essa questão”, concluem.

Regulação, política e praticabilidade

São três os aspetos que cada vez andam mais juntos: Legislação, Política e Praticabilidade. 2014 será um ano importante para a regulação europeia e

sobretudo será o ano dos “stress test”. Sobre a regulação os dois especialistas realçam que o “CRD IV poderá ter um impacto importante no sector financeiro”.

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