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A distribuição de rendimentos como uma fonte de estabilidade para o investidor


O grande legado da crise financeira caracteriza-se por um cenário de parco crescimento e taxas de juro em mínimos históricos. Com o objectivo de apoiar esta débil recuperação económica, os bancos centrais baixaram as taxas de juro praticamente até zero em muitas regiões e a Europa não foi exceção.

Neste contexto, a procura por rendimento que tem sido levada a cabo pelos investidores irá continuar já que nas grandes classes de activos o rendimento (yield ou dividendo) é, regra geral, uma componente mais fiável de rentabilidade quando comparado com a revalorização do capital. Para além disso, conseguir uma revalorização sustentada do capital num enquadramento de restrições macroeconómicas poderá ser mais difícil do que alcançar retornos sustentáveis através da distribuição de rendimentos, pelo que o peso do factor distribuição - income na sua designação inglesa - será cada vez maior para o rentabilidade total. Por último, as tendências demográficas também continuarão a estimular a procura por estratégias orientadas para o rendimento, uma vez que a esperança média de vida subiu de forma acentuada ao longo dos últimos 50 anos (aumentando o número de reformados que, aliás, vive mais anos durante o seu período de reforma).

O investimento com vista à distribuição de rendimentos pode realizar-se através de três grandes tipos de ativos: ações, obrigações e imóveis.

Tal como tem acontecido nos mercados acionistas, as ações que pagam dividendos têm recuperado e as suas valorizações têm subido de forma considerável. Porém, o enfoque para ações com distribuição de dividendos continua a ser atractivo porque a melhoria nos resultados das empresas tem vindo a permitir o aumento significativo do pagamento de dividendos, fazendo com que a remuneração continua acima da média dos últimos 15 anos na maioria dos grandes mercados.

Os mercados de obrigações a nível mundial são onde mais se tem sentido os efeitos do crescimento débil e inflação e taxas de juro em mínimos históricos. Por este motivo, a flexibilidade oferecida por um fundo de obrigações com uma abordagem estratégica poderá representar a solução global mais eficaz para muitos investidores.

Em relação aos imóveis, embora estes possam oferecer um forte potencial de revalorização do capital, são de facto as rendas provenientes dos alugueres o principal catalisador de retornos no sector imobiliário numa perspectiva de longo prazo, além destas oferecerem mais estabilidade do que as rentabilidades sobre o capital e igualmente protegerem contra a inflação.

Em conclusão, podemos encontrar ativos com retornos elevados tanto nas ações como nas obrigações ou em imóveis. No entanto, é importante posicionar os investimentos de acordo com as condições de mercado vigentes em cada momento. Daí que os investidores recorrem cada vez mais a estratégias dinâmicas e multiativos, isto é, a carteiras que apostam na diversificação face aos diferentes factores de risco e retorno com vista a aumentar a estabilidade do rendimento; mas que também têm a capacidade de ajustar as suas exposições de forma táctica, aproveitando as alterações nas condições macroeconómicas e as diferentes fases do ciclo de mercado.

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