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A deterioração da qualidade dos ativos da banca portuguesa vai diminuir


O fraco crescimento económico e a exposição à dívida pública continuam a ser alguns dos fatores de risco para as instituições bancárias nacionais. Ainda assim o maior perigo para a banca nacional reside na deterioração da qualidade dos ativos do sector, que a agência de notação financeira Fitch considera como o maior risco, segundo a nota publicada pela agência de rating.

Exposição à divida pública

Em 2013, alguns bancos nacionais aumentaram a sua exposição às obrigações soberanas nacionais, aumentando desse modo as carteiras de dívida portuguesa. Segundo a Fitch, em 2014, essa aposta vai continuar. “Se Portugal continuar a cumprir comas metas do programa de ajustamento, os riscos relacionados com a dívida soberana poderão descer mais ou estabilizar em 2014”, acrescenta a agência de notação financeira. 

Outlook ainda negativo

A Fitch mantém a perspetiva para o sector do lado negativo, com o crédito malparado a continuar a aumentar em 2014, embora com um ritmo mais lento. Houve um abrandamento do crédito malparado até setembro sendo que os “empréstimos aos sectores das pequenas e médias empresas, construção, imobiliário e consumo deverão permanecer vulneráveis em 2014”.

Apesar de negativa, a previsão é menos pessimista sobretudo devido ao facto dos dados económicos mostrarem o crescimento da economia nacional, embora seja um fim de recessão ainda frágil.

Também se pode ler no relatório que os bancos portugueses “permanecem vulneráveis aos riscos soberanos, incluindo o progresso de Portugal” no que diz respeito ao Programa de Ajuda Económica e Financeira em Portugal.

Sobre as imparidades, a agência de avaliação de crédito considera que vão continuar elevadas durante o próximo ano, com as entidades financeiras a tentar aumentar os depósitos e a reduzir o seu financiamento junto do Banco CEtnral Europeu.

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