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“A actividade de gestão de patrimónios exige proximidade com os clientes”


“A banca portuguesa tem sofrido as consequências das crises dos últimos anos mas, tendo em conta o apoio das instituições internacionais e os planos de capitalização que vem instituindo, não parece haver razões para, no âmbito da prestação de serviços de gestão de patrimónios, não ser tratada em pé de igualdade com concorrentes estrangeiros”.

À pergunta sobre a possível chegada de concorrentes internacionais a oferecer serviços a clientes de elevados patrimónios, João Santos responde “nos tempos mais recentes temos assistido mais ao movimento contrário. A actividade de gestão de patrimónios é um negócio de escala e que exige proximidade com os clientes. Por outro lado, a tradição portuguesa vai muito no sentido de, no que toca a produtos e serviços financeiros, a relação se estabelece através dos bancos. Assim, o mercado português, pela sua dimensão e características, pode não ser, especialmente nos tempos que correm, particularmente atractivo para entidades internacionais que não se encontrem já estabelecidas”.

Conclui referindo-se à independência como valor incontornável neste sector: “a independência do gestor de patrimónios é sempre um valor a considerar; o cliente deverá procurar sempre avaliar a existência de uma política de conflitos de interesses que o proteja mas não podemos esquecer que a gestão de patrimónios (e de activos em geral) é uma actividade fortemente regulamentada e supervisionada o que, de alguma forma, deverá assegurar um nível adequado de independência, mesmo em gestores ligados a bancos”.

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