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15% dos investidores portugueses privilegiam o investimento em fundos de ações


Os investidores portugueses estão mais confiantes e dispostos a investir em fundos de investimento. Esta é uma das conclusões do Schroders Global Investment Trends Survey 2015, realizado recentemente pela gestora internacional. Segundo o estudo que inquiriu 20.706 investidores em 28 países da Europa, Ásia e Estados Unidos, com um mínimo de 10.000 euros para investir, a maioria dos investidores portugueses (54%) está confiante nos seus investimentos, enquanto que quase metade (48%) pensa aumentar o montante do seu investimento nos próximos 12 meses.

Portugueses ao nível dos espanhóis e franceses na confiança

A confiança da maioria dos investidores nacionais relativamente aos investimentos para os 12 meses seguintes confirma os resultados obtidos durante o ano passado, dizem da Schroders, e “está em linha com a confiança dos investidores em termos globais (os mesmos 54%), mas acima da média europeia (48%). Comparativamente com o universo de outros países europeus questionados, o comunicado da gestora internacional realça que “Portugal é um dos países europeus com maior grau de confiança (54%), logo depois da Holanda (64%), França (58%) e Espanha (55%)”.

Conservadores, mas nem tanto 

O relatório que a entidade efetua demonstra também algumas das tendências denotadas nos investidores portugueses quanto à sua propensão relativamente ao risco. “Apesar de otimista, a maioria dos portugueses continua a privilegiar soluções de baixo risco (59%) e médio risco (26%), sendo apenas 15% os que se afirmam dispostos a assumir risco elevado”, indicam em comunicado. No entanto, muito embora as informações recolhidas indiquem uma baixa propensão ao risco, são já 15% dos investidores do nosso país a priviligiarem os fundos de ações, enquanto 12% apresenta uma preferência por fundos multi-asset. Quanto ao investimento direto em ações são 14% os questionados portugueses a favorecerem este tipo de investimento.

Estas são matrizes que são partilhadas também pelos investidores europeus. Segundo relata o Schroders Global Investment Trends Survey 2015, 17% dos investidores do velho continente preferem investir diretamente nas ações, enquanto 12% opta pelos fundos de ações, seguindo-se 10% que dão prioridade aos fundos multi-asset e igual percentagem ao imobiliário.

30% pondera aconselhamento financeiro

36% dos investidores nacionais pensa manter a estratégia de investimento que seguiu durante o ano passado, ao passo que 25% considera a hipótese de alterar esse plano de investimento. Importante é ainda o número de investidores que admite que se baseará no aconselhamento financeiro profissional (30%) para definir a sua estratégia.

Fundos de ações entre os produtos financeiros a ponderar na reforma

Outra das conclusões do estudo indica que para os portugueses a principal motivação para realizar investimentos que lhes permitam obter um rendimento ao longo do tempo está relacionada com as baixas taxas de juro bancárias (36%), seguindo-se a instabilidade política e económica (22%). Por detrás da procura de rendimento, a Schroders indica quatro motivações principais: “conseguir um suplemento que apoie a reforma (32% face a 19% em termos globais)", “uma situação de desemprego”, “uma necessidade de saúde” e “para complementar o salário”.

Para complementar a reforma, ao nível dos produtos ou classes de investimento, os questionados indicam a preferência por soluções mais conservadoras, como os depósitos (35%), os Planos de Poupança Reforma (PPR) (31%) e os fundos de ações (24%).

Da Schroders, Carla Bergareche, Country Head para Portugal e Espanha, entende que “o ‘Schroders Global Investment Trends Survey’ é uma excelente ferramenta para antecipar e acompanhar tendências, motivações e preocupações dos investidores”. Concretamente sobre os investidores portugueses, a profissional acredita que este inquérito ajuda a perceber que “embora uma boa parte continue a manter-se cautelosa face a soluções de maior risco/benefício, há uma percentagem significativa disposta a aumentar os montantes de investimento e a fazê-lo através de fundos, na tentativa de inverter o baixo rendimento proporcionado pelas atuais taxas de juro”.  A Country Head salienta ainda que é interessante perceber que “os portugueses são dos investidores que mais confiam no aconselhamento financeiro profissional e estamos certos de que podemos ajudá-los a atingir os seus objetivos com soluções adaptadas ao seu perfil de risco”.

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